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A data da construção do Forte de Itapema ninguém sabe ao certo. Pesquisadores afirmam que já existia na metade do século 16. Era a terceira muralha fortificada construída na região. O historiador Costa Silva Sobrinho acrescenta que o nome original era Fortim do Pinhão de Vera Cruz.

O Forte foi edificado sobre a única rocha do lado esquerdo do estuário, dentro de extensa área de várzeas, que hoje é o Distrito de Vicente de Carvalho.

Diz ainda Costa Silva Sobrinho que o primeiro capitão, designado por D. João V, teria sido Francisco Nunes Cubas, sobrinho de Brás Cubas , fundador de Santos.

O Forte foi levantado em cima das rochas, com blocos grandes de pedras unidas por óleo de baleia, "à flor d'água, com o intuIto de defender a margem oriental do estuário; de sua muralha avista-se toda a Vila de Santos, protegendo-a dos invasores", é o que destaca documento do século 17, incluindo o Forte como "importante praça militar" no mapa da Capitania de São Vicente.

Como todos os fortins e fortalezas do Brasil, o Forte do Itapema também passou por sucessivas épocas de abandono, reconstruções e reformas.

Em 1670, era seu capitão o paulista ilustre Pedro Taques de Almeida, que executou sua primeira ampliação. Entre 1735 e 1738, o Forte foi novamente reconstruído e aparelhado com artilharia de grosso calibre.

Em 1836, o marechal Daniel Pedro Muller relata que o Forte tinha uma guarnição e um oficial. Os últimos canhões que foram vistos sobre a muralha, assestados em defesa do estuário, datam de 1850.

Em 1883, o Forte sofreu violento incêndio, que o deixou quase totalmente destruído.

Ainda no século passado, a Intendência Geral da Guerra entregou-o à Delegacia da Receita Federal em Santos. Em 1908, a Receita Federal mandou construir um posto de fiscalização para a Alfândega, sobre uma torre dotada de holofotes, para melhor iluminação do estuário e combate ao contrabando.

Essas instalações foram totalmente destruídas por outro incêndio em 1976.

Fonte: A Tribuna/Santos